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Osteoporose: como a tecnologia MBST atua na recuperação óssea sem medicação adicional

Osteoporose: como a tecnologia MBST atua na recuperação óssea sem medicação adicional

Conteúdos

O que a MBST faz, para quem faz sentido, o que a evidência permite dizer — e porque é que «sem medicação adicional» não quer dizer «contra a medicação».

Em resumo

  • A osteoporose enfraquece o osso silenciosamente: na maioria dos casos, o primeiro sintoma é já uma fratura.
  • A MBST atua ao nível celular com o objetivo de estimular o metabolismo ósseo, sem injeções, sem dor e sem radiação.
  • É uma abordagem complementar. Não substitui a medicação prescrita nem as decisões do médico assistente.
  • Funciona melhor integrada num plano que inclui exercício com carga, prevenção de quedas e trabalho postural.

A osteoporose tem uma característica que a torna particularmente traiçoeira: não dói. Não há sinal de aviso, não há desconforto progressivo, não há nada que leve alguém ao médico. Para muitas pessoas, o diagnóstico chega depois de uma queda que, aos trinta anos, teria dado no máximo uma nódoa negra.

Quando o diagnóstico chega, chega quase sempre acompanhado de uma prescrição — e de uma dúvida. Há mais alguma coisa que eu possa fazer? É a essa pergunta que este artigo responde.

O que é a osteoporose e porque é que o osso enfraquece

O osso não é uma estrutura estática. Está permanentemente a ser destruído e reconstruído por dois tipos de células: os osteoclastos, que reabsorvem tecido ósseo velho, e os osteoblastos, que formam tecido novo. Em condições normais, os dois processos estão em equilíbrio.

Na osteoporose, esse equilíbrio quebra-se: a reabsorção passa a superar a formação. O resultado é uma perda progressiva de massa óssea e uma deterioração da microarquitetura interna do osso, que se torna mais poroso e mais frágil.

Vários fatores empurram nessa direção — a idade, a menopausa e a queda de estrogénios, o sedentarismo, o défice de cálcio e de vitamina D, a corticoterapia prolongada, o tabaco e a história familiar. A fase intermédia, com perda de massa óssea abaixo do normal mas ainda não no limiar de osteoporose, chama-se osteopenia, e é a fase em que agir vale mais.

As fraturas que mais preocupam

Punho, vértebras e colo do fémur. As fraturas vertebrais são frequentemente silenciosas e vão-se acumulando, o que explica a perda de altura e o encurvamento progressivo. A fratura da anca é a que mais impacto tem na autonomia. Prevenir a primeira fratura é, na prática, o objetivo central de todo o acompanhamento.

O que é a MBST e como atua no osso

A MBST é uma tecnologia de ressonância magnética terapêutica, desenvolvida na Alemanha e em uso clínico internacional desde 1998. Ao contrário de um exame de ressonância magnética, que capta sinal para produzir imagens, o dispositivo MBST transfere energia para os tecidos.

O princípio é o mesmo da ressonância magnética convencional: um campo eletromagnético controlado excita os protões de hidrogénio presentes nas células. A diferença está no objetivo. Em vez de gerar imagem, procura-se estimular reações bioquímicas que, em condições degenerativas, estão comprometidas — no caso do osso, o metabolismo ósseo e a atividade das células responsáveis pela formação de tecido novo.

Traduzido para a experiência do paciente: fica confortavelmente deitado durante cerca de 60 minutos, com a zona a tratar posicionada no equipamento. Sem dor, sem injeções, sem radiação ionizante e sem tempo de recuperação — sai e retoma o dia normalmente.

Equipamento MBST utilizado no acompanhamento da osteoporose na clínica Sentir Saúde
Durante a sessão, o paciente permanece deitado e confortável. Não há picadas nem desconforto.

O que diz a evidência, com honestidade

Existe investigação publicada sobre a aplicação da MBST em osteoporose, incluindo trabalhos que descrevem evolução favorável da densidade mineral óssea e da dor em grupos de doentes acompanhados ao longo de vários anos. É informação relevante e é a base para a utilização clínica desta tecnologia.

Ao mesmo tempo, é justo dizer o seguinte: o corpo de evidência é mais limitado do que o dos fármacos com décadas de ensaios clínicos de grande dimensão. Vários estudos têm amostras pequenas ou desenho observacional. Quem lhe apresentar a MBST como equivalente comprovado a um tratamento farmacológico está a ir além do que os dados permitem.

«Sem medicação adicional» não significa «contra a medicação»

Este é o ponto que mais importa esclarecer. A MBST é aplicada sem recurso a fármacos, injeções ou infiltrações — é isso que significa «sem medicação adicional». Não significa que substitua o tratamento que lhe foi prescrito, nem que seja motivo para o suspender.

Qualquer decisão sobre iniciar, alterar ou interromper medicação para a osteoporose é do médico assistente. O nosso papel é acrescentar uma camada de acompanhamento não farmacológico ao que já está a ser feito, e articular com quem o segue.

Para quem é que faz sentido

A MBST não é indicada para toda a gente, e a decisão é sempre precedida de avaliação. Faz mais sentido considerar quando existe:

  • Diagnóstico de osteoporose ou osteopenia confirmado em densitometria óssea
  • Perda de massa óssea associada à menopausa ou à idade
  • Dor óssea ou vertebral crónica associada a fragilidade
  • Osteoporose secundária, incluindo a associada a corticoterapia prolongada
  • Recuperação após fratura de fragilidade, como parte do processo de reabilitação
  • Intolerância ou contraindicação a determinados fármacos, sempre com validação do médico assistente
  • Vontade de reforçar a abordagem com uma intervenção não farmacológica adicional

Há também situações que exigem avaliação prévia cuidadosa antes de qualquer sessão, nomeadamente pacemaker ou outros dispositivos cardíacos implantados, implantes metálicos em certas localizações e gravidez. É por isso que a avaliação clínica inicial é obrigatória.

A MBST sozinha não chega: a abordagem integrada

Se há uma ideia que gostaríamos que ficasse deste artigo, é esta. Nenhuma tecnologia isolada resolve a osteoporose. O que muda o percurso de uma pessoa é o conjunto.

Exercício com carga

O osso responde à carga mecânica. Exercício de resistência progressiva e atividades com impacto controlado são dos estímulos mais bem estabelecidos para a manutenção da massa óssea — e um dos motivos pelos quais o sedentarismo agrava a osteoporose.

Prevenção de quedas

Um osso frágil só frature se houver uma queda. Trabalhar equilíbrio, força dos membros inferiores e tempo de reação é tão importante como trabalhar o próprio osso. Inclui também rever a casa: tapetes soltos, iluminação, apoios na casa de banho.

Postura e coluna

Fortalecimento dos extensores do tronco e correção postural ajudam a distribuir melhor a carga sobre as vértebras e a reduzir a dor associada a alterações vertebrais.

Articulação com o médico assistente

Cálcio, vitamina D, terapêutica prescrita e vigilância por densitometria continuam a ser da esfera médica. O acompanhamento em fisioterapia soma-se a isso, não o substitui.

Como decorre o processo

Avaliação clínica inicial

Revisão do diagnóstico, da densitometria, da medicação em curso, do histórico de fraturas e de eventuais contraindicações. É aqui que se decide se a MBST é adequada — e dizemos com franqueza quando não é.

Definição do protocolo

Um ciclo de sessões definido pelo fisioterapeuta responsável, realizadas em dias consecutivos ou com intervalos curtos, e articulado com o resto do plano de reabilitação.

As sessões

Cerca de 60 minutos cada, deitado e confortável, sem dor e sem necessidade de recuperação depois. Pode ler, ouvir música ou simplesmente descansar.

Trabalho paralelo e reavaliação

Ao longo do ciclo trabalha-se exercício com carga, equilíbrio e postura. A evolução óssea avalia-se em escalas de meses, com a densitometria de controlo pedida pelo médico assistente.

Pacientes que vêm de fora

Uma parte das pessoas que fazem MBST connosco desloca-se de outros pontos do país ou do estrangeiro. Para esses casos existe o programa Premium Recovery, que concentra as sessões e as restantes terapias num período curto e contínuo, em vez de as espalhar por semanas.

O processo começa antes da viagem, com envio de exames e uma avaliação à distância para perceber se faz sentido deslocar-se — porque não faz sentido nenhum alguém viajar para descobrir cá que não era candidato.

Perguntas frequentes

A MBST substitui a medicação para a osteoporose?

Não. É uma abordagem complementar, aplicada sem fármacos, mas que não substitui o tratamento prescrito. Qualquer alteração à medicação é decisão do médico assistente, nunca do fisioterapeuta.

As sessões doem?

Não. Fica deitado e confortável durante cerca de 60 minutos, sem picadas, sem injeções e sem desconforto. Não há tempo de recuperação depois da sessão.

Quantas sessões são necessárias?

Depende do caso e do protocolo definido na avaliação inicial. As sessões são habitualmente realizadas em dias consecutivos ou com intervalos curtos, e o número exato é indicado antes de começar.

Em quanto tempo se notam resultados?

O osso responde em escalas de meses, não de dias. O estímulo à reparação decorre ao longo do tempo e a avaliação objetiva faz-se por densitometria de controlo, pedida pelo médico assistente. Alguns pacientes relatam antes disso alívio da dor óssea, mas isso varia de pessoa para pessoa.

Posso fazer MBST se tiver um pacemaker ou implantes metálicos?

São situações que exigem avaliação prévia. Um pacemaker ou outro dispositivo cardíaco implantado é uma contraindicação, e implantes metálicos em determinadas localizações também podem sê-lo. Tudo isto é verificado na avaliação clínica inicial, que é obrigatória.

Serve para osteopenia ou só para osteoporose já instalada?

Pode ser considerada em ambas as situações. Na osteopenia, o objetivo é sobretudo travar a progressão numa fase em que ainda há mais margem para agir.

Vale a pena deslocar-me de outro país para fazer o tratamento?

Só se a avaliação prévia indicar que é candidato. Fazemos essa avaliação à distância, com base nos exames, antes de qualquer viagem. Se a resposta for negativa, dizemo-la — e evita-se uma deslocação sem sentido.

Quer saber se a MBST se aplica ao seu caso?

Comece por uma avaliação clínica. Revemos a sua densitometria, o histórico e a medicação em curso, e explicamos com franqueza o que é realista esperar.

Marcar avaliação clínica

Este artigo tem finalidade informativa e não substitui a avaliação clínica individual nem o acompanhamento do médico assistente. A MBST é uma abordagem complementar e os resultados variam de pessoa para pessoa, dependendo do estado clínico, da duração da patologia e da resposta individual. Nenhuma decisão sobre medicação deve ser tomada com base neste texto.

Referências

Krpan D, Kullich W. Nuclear magnetic resonance therapy (MBST) in the treatment of osteoporosis. Case report study. Clinical Cases in Mineral and Bone Metabolism, 2017.

Krpan D et al. Multibiosignal therapy in the treatment of osteoporosis. 2015.

Revisão da aplicação da terapia por ressonância magnética em patologia musculoesquelética, 2023.

As referências devem ser confirmadas pela equipa clínica antes de serem citadas publicamente.

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